quinta-feira, 27 fevereiro 2020 13:30

COMUNICADO À COMUNIDADE EDUCATIVA

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Cara Comunidade Educativa

Foi com profunda indignação e tristeza, que no passado dia 24 do corrente mês de fevereiro, que a direção do Agrupamento de Escolas de Salvaterra de Magos, tomou conhecimento da reportagem apresentada na SIC, no programa Linha Aberta, onde passou a imagem de que a nossa escola é foco de distúrbios, tentativas de violação, agressões permanentes, intimidações, Bullying agravado, sugerindo que tudo isto se passa a coberto da direção, e de todos os profissionais que diariamente interagem nesta instituição incluíndo parceiros institucionais.

Constata-se no visionamento da reportagem, que a mesma peça pela falta de imparcialidade, explorando o mediatismo e a especulação dos factos, onde o contraditório é referenciado através da transcrição de duas frases.

Dos testemunhos surgidos, duas das três encarregadas de educação envolvidas, é de conhecimento público que exercem a sua cidadania de forma desprendida, tendenciosa e irresponsável, no que concerne ao exercício dos seus direitos e deveres, com um notório desrespeito pela instituição escolar, manifestada por comportamentos de entrada sem autorização no espaço escola, suspeição e injúria, comprometendo o clima e a segurança dos nossos alunos.

De referir que os educandos das encarregadas de educação que testemunham na reportagem, à semelhança dos restantes alunos do nosso Agrupamento com necessidades de apoio específico e diferenciado, são acompanhados pelo serviço de psicologia e orientação da escola, educação especial e pelos parceiros que articulam com a nossa instituição. Todos os casos são seguidos através de relatórios periódicos pela escola e são adotadas medidas de apoio. Não obstante, nestes dois casos em particular, foram tomadas medidas corretivas e sancionatórias previstas no regulamento interno do Agrupamento e na Lei n.º 51/2012. de 5 de setembro - Estatuto do Aluno e Ética Escolar - por agressão a outros alunos e reincidência de comportamentos desajustados. 

O Agrupamento, no âmbito do plano de ação e melhoria para as questões da indisciplina, desenvolve um conjunto de ações que procuram prevenir, sensibilizar e consciencializar os nossos alunos para os comportamentos de cidadania, preparando-os para uma reflexão consciente sobre os valores morais e cívicos, no sentido de assegurar o seu desenvolvimento cívico equilibrado. Neste conjunto de ações, o Agrupamento trabalha em articulação com parceiros sociais, nomeadamente CPCJ local, autarquia, centro de saúde, núcleo local de intervenção onde estão congregados estes parceiros mais segurança social e GNR.

A escola adotou um conjunto de medidas no seio do Agrupamento no sentido de melhorar a segurança, dignificar o espaço escolar e responsabilizar as famílias e os nossos alunos para as questões da indisciplina e da insegurança.

Procurou fazer um controlo mais rigoroso na entrada da unidade orgânica, através da abertura e fecho do portão de entrada, tem dois gabinetes disciplinares que atuam de forma imediata ligando aos encarregados de educação informando da ocorrência, monitoriza quantificando os casos de indisciplina, entre outros.

Não obstante, dada a parquês de assistentes operacionais, esse controlo revela-se por vezes insuficiente, uma vez que somos confrontados com encarregadas de educação que pontualmente conseguem entrar dentro da escola sem autorização da portaria, muitas vezes ignorando o pedido de identificação e desrespeitando todas as regras instituídas pelo Agrupamento.

Procuramos nestas situações identificar as pessoas, chamando para o efeito as autoridades policiais locais. Consideramos que tal ato põe em causa a estabilidade do clima de escola bem como a segurança dos nossos alunos.

Relativamente à agressão entre menores, sempre que estas se verificam e são identificadas, a escola age de forma concertada e articulada entre a instituição, família e outras entidades parceiras (quando os casos assim o exijam). A intervenção da escola para estes e outros casos de indisciplina, é definida com o previsto na lei 51/2012 e no regulamento interno do Agrupamento, onde estão tipificados um conjunto de comportamentos de indisciplina com as respetivas sanções disciplinares, que vão desde a aplicação de medidas corretivas às medidas disciplinares sancionatórias.

Houve efetivamente três casos em que os alunos foram identificados com navalhas. Em todos eles, cumpriu-se com os procedimentos previstos, tendo os encarregados de educação sido chamados à escola, e informados da gravidade das situações ocorridas. Deu-se a conhecer as ocorrências à CPCJ e GNR locais, e acionou-se a medida prevista no regulamento interno do Agrupamento e na referida lei 51/2012.

A questão da droga também é algo que não é de agora, é um problema social e multifatorial, o qual a escola tem consciência do seu papel enquanto promotor de cidadania, e das estratégias que deve adotar com as famílias e restantes parceiros sociais – CPCJ, GNR, Centro de Saúde, Segurança Social, entre outros.

No ano letivo 2018/2019, desenvolvemos ações de sensibilização junto dos alunos, abordando a temática do consumo de estupefacientes e a sua criminalização, envolvendo a GNR e o presidente da Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência de Santarém. Neste âmbito, procuramos dar continuidade a este tipo de ações.

O Bullying e o Cyberbullying são comportamentos também existentes na nossa escola, à semelhança de centenas de escolas existentes no nosso país. Sabemos que os nossos jovens, portadores de smartphones e com acesso permanente aos ambientes digitais, são confrontados com comportamentos de intimidação, humilhação e diversos tipos de violência entre pares.

Na nossa escola estes comportamentos também se encontram tipificados nos dois documentos anteriormente referidos e, sempre que se identificam casos, a instituição procede em consonância com o regulamentado.

Procuramos através de projetos dirigidos à problemática, dotar os professores de ferramentas que possibilitem identificar e diagnosticar sinais de mudança de comportamentos nos nossos alunos.

A escola procura atuar na promoção da consciencialização dos alunos através das disciplinas de cidadania e desenvolvimento, orientação escolar, palestras e seminários, traçando retratos sobre as inconsequências dos agressores e as sequelas deixadas no agredido. Quase diariamente (senão mesmo diariamente), nestas aulas, o tema do Bullying e Cyberbullying, como qualquer outro tipo de agressão, são abordados, face às ocorrências que vão entretanto surgindo.

Destaco o projeto “Escola sem Bullying, escola sem violência”, iniciativa da DGE, à qual o nosso Agrupamento está afeto, onde professores e parceiros institucionais, partilham sessões alusivos ao tema do Bullying e Cyberbullying em sala de aula.

“A Escola não são paredes! São as pessoas que nela interagem!”.

Essa interação é da responsabilidade de todos: pais, alunos, professores, assistentes operacionais, associação de pais e toda a comunidade que integra o processo de aprendizagem! Quem faz a escola somos todos e ela é o reflexo de todos nós.

A nossa Missão é fazer dela o melhor de nós, pelos nossos jovens!

Salvaterra de Magos, 26 de fevereiro de 2020
O Diretor
Prof.º Alberto Luís Correia
Ler 4235 vezes Modificado em quinta-feira, 27 fevereiro 2020 21:21